Chavez

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Por um lado, foi o ponta-de-lança de um movimento que incluiu Lula no Brasil, Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina, entre outros, e que se prendeu com a vontade do povo latino-americano de tomar os seus recursos em mãos e deixar de os usar para alimentar cleptocratas e multinacionais. Ao contrário do que muitos insinuam (os mesmos que assobiaram para o lado quando as eleições de 2000 nos EUA foram viciadas), jamais houve qualquer prova de viciação de resultados ou de que a Venezuela fosse uma ditadura. Pelo contrário, nenhum dos muitos sóbrios e muito democráticos lideres ocidentais, que apoiam políticas de “credibilização” e “disciplina” que condenam milhões, consegue sequer sonhar com o apoio popular que Chavez teve. O “desgaste” dos governantes de que os comentadores falam não é mais do que as pessoas cansarem-se de não serem defendidas. Chavez defendeu sempre os venezuelanos e por isso o odiavam no ocidente.

Por outro, um populismo difícil de engolir (as imagens de sorteios de máquinas de lavar são irreais), más companhias (Putin, Ahmadinejad e Assad) e algumas frases patéticas (os cancros alegadamente espalhados pelos EUA). Entre estes dois pólos, ficará para a História aquilo que a Venezuela, enquanto houver petrodólares, conseguirá fazer para aproveitar esse dinheiro e melhorar a vida dos seus cidadãos. O tempo, como sempre, acabará por ser o maior juiz de quão boa ou quão má foi a governação de Chavez.

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